Músicas que concorrem ao Festival Virtual Cante São Pedro da Serra estão disponíveis para o voto dos internautas

 

Começou nesta quarta-feira, dia 29 de abril e segue até 25 de maio, a etapa competitiva do Festival Virtual ‘Cante São Pedro da Serra’. São 17 composições disputando seis prêmios: quatro decididos por um júri composto por cinco pessoas escolhidas pela organização do evento, e dois pelo voto popular, através da internet. Mais abaixo, você poderá saber um pouco sobre cada um dos jurados e, nas regras do festival, também é possível obter mais detalhes sobre os prêmios.

Cada música inscrita e aprovada para participar desta fase vai ganhar um espaço no site do evento (www.cantesaopedrodaserra.com.br). Os internautas encontrarão links para o clipe da música, no Youtube, além de botões para deixar o seu voto e, também sobre como contribuir com um ‘couvert virtual’, com valor livre a critério do visitante, para os artistas de sua preferência. Sempre é bom lembrar a importância desse tipo de contribuição nesse momento, quando todos os músicos estão em casa, sem possibilidade de fazer shows.

 

Como nasceu o evento – O Festival Cante São Pedro da Serra começou a ser planejado no fim de março, tão logo a pandemia começou a impor restrições ao funcionamento de bares e restaurantes e proibir eventos, duas importantes fontes de renda dos artistas da nossa vila e da região. As lives, que se popularizaram desde então, têm sido uma saída, mas o que funciona muito bem para astros da música, não dá resultados assim tão expressivos para outros artistas, muitas vezes de qualidade equivalente, ou até melhores.

Por acreditar que organizados em uma vitrine única – um Festival de verdade, com júri, voto popular e prêmios – as contribuições aos artistas poderiam crescer, a Associação do Comércio e da Indústria de São Pedro da Serra (ACISPS) que, há anos, é responsável por boa parte da atividade cultural da vila, decidiu usar suas reservas para investir neste novo evento. Para chegar a esse formato, trabalhar toda a criação do site e resolver os problemas que foram surgindo pelo caminho, foi fundamental ainda a pareceria da ACISPS com Marcelo Serralva, que há anos produz conteúdo de primeira qualidade sobre musicalização para a internet.

 

Categorias e avaliação – No início, ainda na fase de planejamento, o Festival foi pensado para aceitar apenas músicas que falassem de São Pedro da Serra e decidir tudo no voto popular, pela internet. Mas, antes de ser lançado, para atender a pedidos de artistas que tinham belas canções ainda inéditas sobre temas mais amplos, foi decidido que existiriam duas categorias: canções sobre São Pedro da Serra e composições que, sem falar na vila, abordassem a vida no campo ou algum aspecto da relação com a natureza. Em seguida, para evitar que o candidato mais bem relacionado vencesse uma composição de melhor qualidade, foi incluído o júri.

Assim, o voto popular poderá escolher entre qualquer música, seja sobre a vila ou a natureza, enquanto o júri decidirá qual composição sobre São Pedro da Serra é a melhor. Poderá acontecer de um mesmo candidato sagrar-se vencedor dos dois prêmios, ou acumular o prêmio de melhor composição com o de melhor intérprete.

 

Os jurados – Cinco pessoas, quatro delas moradoras de São Pedro da Serra e uma da área urbana de Nova Friburgo compõem o júri. São elas:

Scheila Santiago, friburguense de nascimento e coração, 55 anos, jornalista, ela mantem há 14 anos um site voltado para a divulgação da cultura de Nova Friburgo (www.culturanf.com.br), além do canal de entrevistas no Youtube “Na rede com Scheila”, onde conversa sobre cultura e sociedade

 

 

Paulo Virgílio de Carvalho Meira, 57 anos, médico, pousadeiro, frequenta São Pedro da Serra há três décadas, onde passou a morar há alguns anos e tem uma pousada. Toca violão e gosta de compor e harmonizar melodias e letras. Curte música desde adolescente, especialmente MPB, rock, blues, jazz e folk. Ainda assim, sempre se diz apenas um músico amador.

 

Antônio Rogério Ferreira da Silva, ou Rogério Ferreira, como é mais conhecido em São Pedro da Serra, é um advogado, de 55 anos, nascido em Niterói, que a partir de 2005 e até bem pouco tempo apresentava em palcos da vila, sempre em parceria com Tchelo Duarte, o projeto Rio-Minas, com o melhor da música mineira, em especial canções de músicos do chamado “Clube da Esquina” (Beto Guedes, Milton Nascimento, Lô Borges, entre outros). Rogério mora em São Pedro da Serra há vários anos, onde tem uma pousada.

 

Fátima Moreira, 63 anos, é contadora, pós-graduada em Gerência de Saúde pela FGV, servidora federal e trabalha na área econômica/financeira da Fundação Oswaldo Cruz. Há cinco anos, é também sócia-proprietária da casa de shows mais ativa de São Pedro da Serra, a Taberna dos Sinos, onde já foram realizadas mais de 1.200 apresentações musicais. A agenda da Taberna é a mais ampla e constante de toda a região, com shows de quinta a domingo. E seus contatos foram fundamentais para avisar os músicos da proposta do Festival.

 

Carlos Pinho, 66 anos, é médico, empresário, ex-presidente da ACISPS, com casa em São Pedro da Serra e uma pousada em Macaé de Cima. Ele se notabilizou por reativar a associação comercial, parada há alguns anos, e por organizar através dela, da ONG Educari, do Espaço Cultural SPS e, também, do restaurante Espaço Bistrô diversos eventos, exposições, festas e saraus na vila. Entre alguns dos eventos mais conhecidos dos quais participou como produtor e organizador estão as famosas edições da exposição de rua “Cabras da Serra”.

 

Brás, 55 anos, cantor e compositor, está na música desde os 18 anos de idade. No momento, está na produção de seu quarto disco. Além de ter participado de eventos memoráveis ao lado de grandes artistas, como Ney Matogrosso, Baby do Brasil ou Cássia eller, Brás traz em seu histórico algumas décadas de apresentações que ficaram marcadas em São Pedro da Serra e Lumiar. Fez parte da primeira turma da faculdade de música da Universidade Cândido Mendes, em Nova Friburgo, e atuou como professor de canto em escolas de música por aqui